Mundo da História

Começa aqui uma longa e divertida viagem pelo mundo da História. A história que cada um de nós construímos cotidianamente. A História Oficial e todas as micro e macro Histórias que aprendemos e vivenciamos ao longo de nossas vidas.

31 de março de 2009

Expansão Marítima

A Expansão Marítima

A expansão ultramarina Européia deu início ao processo da Revolução Comercial, que caracterizou os séculos XV, XVI e XVII. Através das Grandes Navegações, pela primeira vez na história, o mundo seria totalmente interligado. Somente então é possível falar-se em uma história em escala mundial. A Revolução Comercial, graças a acumulação primitiva de Capital que propiciou, preparou o começo da Revolução Industrial a partir da segunda metade do século XVIII. Apenas os Estados efetivamente centralizados tinham condições de levar adiante tal empreendimento, dada a necessidade de um grande investimento e principalmente de uma figura que atuasse como coordenador – no caso, o Rei. Além de formar um acúmulo prévio de capitais, pela cobrança direta de impostos, o rei disciplinava os investimentos da burguesia, canalizando-os para esse grande empreendimento de caráter estatal, ou seja, do Estado, que se tornou um instrumento de riqueza e poder para as monarquias absolutas.

FATORES QUE PROVOCARAM A EXPANSÃO

- Centralização Política: Estado Centralizado reuniu riquezas para financiar a navegação;
- O Renascimento: Permitiu o surgimento de novas idéias e uma evolução técnica;
- Objetivo da Elite da Europa Ocidental em romper o monopólio Árabe-Italiano sobre as mercadorias orientais;
- A busca de terras e novas minas (ouro e prata) com o objetivo de superar a crise do século XIV;
- Expandir a fé;

OBJETIVOS DA EXPANSÃO

- Metais;
- Mercados;
- Especiarias (Noz Moscada, Cravo…)
- Terras;
- Fiéis;

PIONEIRISMO PORTUGUÊS

- Precoce centralização Política;
- Domínio das Técnicas de Navegação (Escola de Sagres) *
- Participação da Rota de Comércio que ligava o mediterrâneo ao norte da Europa;
- Capital (financiamento de Flandres);
- Posição Geográfica Favorável;
ESCOLA DE SAGRES – Centro de Estudos Náuticos, fundado pelo infante Dom Henrique, o qual manteve até a sua morte, em 1460, o monopólio régio do ultramar. O “Príncipe perfeito” Dom João II (1481-1495) continuou o aperfeiçoamento dos estudos náuticos com o auxílio da sua provável Junta de Cartógrafos, que teria elaborado em detalhe o plano de pesquisa do caminho marítimo para as índias.


Bússola

Astrolábio

Quadrante
EXPANSÃO ESPANHOLA


Tão logo completou a sua centralização monárquica, em 1492, a Espanha inicia as Grandes Navegações Marítimas. Os Reis Católicos (Fernando e Isabel) cederam ao navegador Cristóvão Colombo três caravelas. Com elas, Colombo pretendia chegar às Índias, navegando na direção do oeste. Ao aportar nas Antilhas, ele chega em Cuba, El Salvador e Santo Domingo acreditando ter chegado ao arquipélago do Japão. Com a entrada da Espanha no ciclo das grandes navegações, criou-se uma polêmica entre esta nação e Portugal, pela posse das terras recém-descobertas da América. Essa questão passa pelo Papa, que escreve a Bula “Inter Colétera” (as terras da América seriam dividas por uma linha a 100 léguas das Ilhas de Cabo Verde, em que Portugal ficaria com as terras orientais e a Espanha ficaria com as terras ocidentais). Portugal fica insatisfeito, recorre ao Papa -> Tratado de Tordesilhas. (Foto)
As viagens ibéricas prosseguiram até que a descoberta de ouro na América, pelos espanhóis, aguçou a cobiça de outras nações européias que procuravam completar seu processo de centralização monárquica. Passam a contestar o Tratado de Tordesilhas, ao mesmo tempo em que tentavam abrir novas rotas para a Ásia, através do Hemisfério Norte, e se utilizavam da prática da Pirataria. Afirmavam ainda que a posse da terra descoberta só se concretizava quando a nação reivindicasse a ocupasse efetivamente, o princípio do “Uti Possidetis” (usucapião). França foi uma das mais utilizarias desse pretexto.
EXPANSÃO NO SÉCULO XVI - Após a crise do século XVI, a economia européia sofreu transformações essenciais, na medida em que as riquezas exteriores, adquiridas na expansão marítima, não só ampliou o grande comércio, como também elevou o nível científico. Foram intensificados os estudos para desenvolver a bússola, novos modelos de embarcações (caravelas, nau), o astrolábio, portulanos (livrinho que continha a observação detalhada de uma região, feita por um piloto que estivera lá antes) e cartas de navegação. Esses novos conhecimentos, aliados a nova visão do mundo e do homem, preconizada pelo Renascimento, ampliaram os horizontes europeus, facilitando o pleno desenvolvimento da expansão ultramarina. Essa expansão foi a responsável pelo surgimento de um mercado mundial, baseado no capital gerado pelas atividades comerciais, que afetou todo o sistema produtivo e favoreceu a consolidação do Estado Nacional. No século XVI, as nações pioneiras (Portugal e Espanha) prosseguiram suas viagens conquistando territórios na América, África e Ásia. Inglaterra e França procuravam romper tal domínio na tentativa de conseguir mercados e áreas de exploração.
Embarcações: A caravela possuía um casco estreito e fundo, com isto ela possuía uma grande estabilidade, por baixo do convés havia um espaço que servia para transportar os mantimentos, o castelo que era os aposentos do capitão e do escrivão se localizava na popa do navio, porém a grande novidade deste navio foi a utilização das velas triangulares em mar aberto, as quais permitiam que a caravela avançasse em zig-zag mesmo com ventos contrários, as caravelas não possuíam os mesmos tamanhos, as pequenas levavam entre vinte e cinco a trinta homens e as maiores chegavam a levar mais de cem homens a bordo, geralmente a tripulação era formada por marinheiros muitos jovens, os capitães podiam ser rapazes de vinte anos de idade eles eram o chefe máximo, que tinham a competência de organizar a vida a bordo e tomar as decisões sobre as viagens, o escrivão tinha a competência de registrar por escrito o rol da carga.
O piloto encarregava-se da orientação do navio, geralmente viajava na popa do navio com os seguintes instrumentos, uma bússola, um astrolábio e um quadrante, ele orientava aos homens do leme que manejavam o navio de acordo com as instruções do piloto e do capitão e em dia de mar revolto era necessário dois homens ao leme do navio, o homem da ampulheta era o marinheiro que vigiava o relógio de areia para saberem as horas, os marinheiros a bordo das caravelas tinham que fazer todos os tipos de serviços, desde içar, manobrar e recolher as velas, esfregar o convés, carregar e descarregar a carga e outras fainas a bordo, os grumetes eram constituídos em sua maioria por rapazes de dez anos de idade que iam a bordo para aprender e fazer as rotinas das viagens. A construção das caravelas era executada a beira do Tejo na Ribeira das Naus junto ao Palácio Real, onde trabalhavam os mestres de carpinteiros os quais não se serviam de planos, nem de desenhos técnicos.

A DIVISÃO DAS NOVAS TERRAS

A inevitável rivalidade entre Portugal e Espanha, pela disputa das terras recém descobertas, determinam uma série de acordos entre os reinos ibéricos.

Pelo Tratado de Toledo em 1480, Portugal cedia à Espanha as ilhas Canárias e recebia o monopólio do comércio e navegação no litoral africano ao sul da linha do Equador. Em 1493 o papa Alexandre VI de nacionalidade espanhola estabeleceu pala Bula Inter Coetera, um meridiano divisório, que passaria 100 léguas a oeste de Cabo Verde, onde a Espanha ficaria com as terras situadas a oeste (recebendo toda América), enquanto que Portugal ficaria com a porção leste (Oceano Atlântico). Esta pseudo divisão provocou uma forte reação de Portugal, dando origem ao tratado de Tordesilhas, que estabelecia uma nova linha imaginária passando, agora, 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.

Para as terras orientais foi assinado o tratado de Saragoça em 1529, criando também uma linha imaginária e divisória que passaria pelas proximidades da região das ilhas Molucas.

Essa série de acordos, provoca uma forte reação das regiões marginalizadas, como Inglaterra, França e Holanda, que a partir do século XVI, iniciam uma série de saques e invasões das possessões ibéricas, inclusive do Brasil.

MERCANTILISMO - Conjunto de medidas econômicas adotadas pelos Estados Nacionais modernos no período de Transição (Feudalismo p/ Capitalismo), tendo os Reis e o Estado, o poder de intervir ma economia. Esse sistema buscava atender os setores feudais visando conseguir riquezas para a sua manutenção. O mercantilismo não é um modo de produção, mas sim um conjunto de práticas de produção. Não existe uma sociedade Mercantilista. Tais medidas variavam de Estado para Estado, logo, não existiu apenas um mercantilismo. Não se pode generalizá-lo.

PRINCÍPIOS: (Variavam de Estado para Estado)

- Metalismo ou Bullionismo;
- Balança Comercial Favorável (Vender mais e comprar menos -> visando garantir o acúmulo de ouro e prata);
- Protecionismo Alfandegário (grandes tarifas aos produtos estrangeiros);
- Construção Naval (frota Mercante e Marinha de Guerra);
- Manufaturas;
- Monopólio (Rei vende monopólio para as Companhias de Comércio nas cidades);
- Sistema Colonial (Pacto Colonial, Latifúndio, Escravismo);
- Intervenção do Estado na Economia;

POLÍTICA DOS ESTADOS

-Espanha – Bullionismo (metais)
-Holanda – Comercialismo
-França – Colbertismo (Manufaturas de luxo)
-Inglaterra – Comercialismo

COLÔNIAS DE EXPLORAÇÃO: As colônias de exploração atendiam as necessidades do sistema mercantilista garantindo, através de uma economia complementar e do pacto colonial, lucros para a metrópole. Nesse tipo de colonização, não havia o respeito devido pelo povo ou pela terra.

Texto retirado do site www.historianet.com.br

criado por Karoline    14:28 — Arquivado em: Aulas

9 Comentários »

  1. Comentário por Igor Maroso — 31 de março de 2009 @ 17:26

    Eita professora..na sala vc falou que ia se um resuma achei que ia ser pequeno… ¬¬’

  2. Comentário por Karol — 31 de março de 2009 @ 20:39

    KKKKK…
    LARGA DE PREGUIÇA IGOR….
    BEIJOSS

  3. Comentário por Bel — 31 de março de 2009 @ 21:55

    Professora.. na prova vai cair sobre as funçoes das pessoas que trabalhavam na Camara??

  4. Comentário por Karol — 1 de abril de 2009 @ 6:14

    As funções da camara não, mas do governo geral, sim.
    Ouvidor-mor, capitão-mor, provedor-mor, governador geral e camaras municipais.

    beijoss

  5. Comentário por valesca — 1 de abril de 2009 @ 7:07

    obrigado pelo resumo…rs pois o livro ta meio que complicando minha “cabeçinha”rs
    valeu muito esse resumo,é um pouco grande mass ta bom.rrssbjoo

  6. Comentário por Leticya — 12 de maio de 2009 @ 19:20

    o site é muito bom ela fala sobre todo o que eu precisava e o site está em ótimas ordens!!!
    =) vcs são de maisss

  7. Comentário por filipe viccari — 7 de novembro de 2009 @ 15:45

    muito bom !!!!! de uma forma geral,que todos possamentender

  8. Comentário por janete — 5 de abril de 2010 @ 16:25

    nossa foi de mais esta pesquisa amei…mesmo

  9. Comentário por jhony — 21 de outubro de 2011 @ 16:46

    Em menos de 1 minuto você estará assistindo de graça TV em seu PC http://www.tvhd.com.br

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